quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Um bocadinho de mim...

Eu e o meu pai nunca fomos muito próximos. Gosto muito deles. Sei que ele também gosta muito de mim. Mas não sabemos muito bem como nos aproximar. Nunca fomos de andar aos beijinhos nem aos miminhos um ao outro. Nunca fomos de ligar só para saber se está tudo bem. Quando ele me liga sei que precisa de alguma coisa e quando eu lhe ligo é porque também preciso de algo. Tenho pena que assim seja mas acho que agora já não há grande volta a dar. Nunca fui aquilo que o meu pai queria que eu fosse. Nunca baixei a cabeça quando achava que ele estava a ser injusto e sempre dei a minha opinião em tudo, mesmo quando ele não concordava ou nem sequer a pedia.
Não segui a carreira que ele sonhou para mim e acho que isso sempre o desiludiu. Sei que poderia estar melhor financeiramente se tivesse feito a sua vontade, mas será que estaria mais feliz?! Será que seria a mesma pessoa? Não quereria ele apenas alguém para seguir os seus passos em vez de me ver feliz a fazer aquilo que gosto, mesmo com um ordenado de m**** como o meu?!
Ontem ligou-me. Estava em Lisboa e convidou-me para jantar. Só os dois. Já não o via quase há um mês. Não me apetecia ir mas aceitei. E acho que correu muito bem. A conversa fluiu. Não foi uma grande conversa mas foi sobre o nosso dia a dia, sobre as nossas coisas, as nossas preocupações, o meu casamento, a sua empresa... coisas banais mas que fazem as relações diárias das famílias. Gosto muito! Obrigada pai! :)

3 comentários:

Joana disse...

Pois, eu sou aquela que anda sempre aos miminhos com o pai mas que tb não tolera injustiças e que escolheu a profissão mais distante possivel do que ele queria. E por isso é que acho que damo-nos tão bem, acho que ele fica contente, ainda que bem no fundo, que a filha tome as suas opiniões e lide com os seus proprios dilemas :)

tavares disse...

Nunca é tarde para se aproximarem, afinal são pai e filha. E vês como gostaste de um simples jantar. Beijinho e boa quinta feira.

Ana FVP disse...

Mas sabes que os pais mudam... Com a idade ficam mais sensíveis. Aconteceu lá por casa ;) Quem sabe se o teu não está a tentar uma aproximação?